8.26.2010

Cheguei.

Aqui o sol é forte, os espaços são amplos, as pessoas ruidosas e tudo é bastante pronunciado. Encosta-se e derrama-se: os limites estão bem do lado de fora. Aqui tenho amigos, passado longo, afetos profundos e confortáveis como uma poltrona funda, café na varanda, bate-papo sem fim.

Cheguei em casa. Foram menos que dois anos, mais do que um ano, uma distância fenomenal e um tempo que pareceu longuíssimo. Ausência e presença intensas, que ganharam outros contornos a partir disso tudo. Agora, já não acredito mais nessa fixidez toda.

Percebi que, inevitavelmente, fui forçado a viver com saudade. Que presença vai sempre requerer a ausência. Sempre. Sempre. Sempre.

"Voltamos", mas não se sabe ainda muito bem para onde.

8.08.2010

Caminhando em passados futuros: como conceber aquilo que aos poucos se torna reminiscencia? Ao menos, permanece, evadindo aos poucos e tornando-se substancia.

Nunca mais vou. Mas, como isso eh o elementar, a ideia eh tornar presente o passado sempre que se possa. (Que, de fato, seja sempre)

Piso, entao, em eternos presentes. Ha que se exercitar, ao ponto de se esquecer.