9.17.2004

Virtus Dormitiva



Sexta-feira, à noite, em casa, curtindo uma leve doença... pelo menos, dessa vez, não é amidalite.

Vários programas para fazer sem sair da minha cama (escrever no blog já está sendo algum esforço): ler, ouvir música, ver filmes. Escrever também dá. Mas o mais legal é pensar - dessa vez até está sendo tranqüilo. Ah, e dormir, obviamente. Por sinal, o que eu fiz na maior parte do dia, por conta de um remédio muito bom.

O que será que as pessoas estão fazendo agora?

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Um pensamento ótimo:

"Os fisiólogos deveriam refletir, antes de estabelecer o impulso de autoconservação como impulso cardinal de um ser orgânico." (Nietzsche, em Além do Bem e do Mal).

Eu sempre pensei isso. Já perguntaram a todos os fumantes se eles realmente querem ter uma vida longa? Vontades não são tão óbvias assim.



9.13.2004

Top 2 - blogs

Firula, você pode ser chato (e fashion, tá bom...). Mas eu gosto muito de ler o seu blog.
Sempre junto com o da Carol (que, contudo, não é chata, mas também tem um ótimo blog).

(Ahhh péla-saco!!)

p.s.: por causa de vocês dois eu ainda escrevo, parcamente, neste blog.


(...) até que se chegue.



Falta tanto...
Perimetral. Voltando a alguns anos atrás, enquanto eu ia pra Botafogo. A chuva, num domingo em que você não sente a angústia de não-viver, é sempre muito boa pra achar que você pode estar tão bem quanto esteve há alguns anos atrás. Anos atrás, indo pra algum lugar.
As coisas poderiam ser tão melhores quanto eu tão menos observador. Conforme os dias passam, os meses e assim por diante, a rua fica cada vez mais rua, o carro cada vez mais carro, e as coisas cada vez mais as coisas. As pessoas talvez também. Voltam para a existência real delas. Sem metafísica e sem expectativa. Os livros talvez ainda guardem algo mais. E alguns cds - até os cds e os vinis e as músicas...
Quando as cores eram mais saturadas, a vida era mais interessante. E o preto e branco contrastado um charme quase inexplicável. Ano passado certamente foi bem melhor do que esse ano. A vida tende a um declive que parece interminável. Como as pessoas conseguem viver até os 60? Resistência sem limites talvez não seja o meu talento. - e o talento ainda era algo que realmente existia -...
Pois então, nesses momentos, é importante ater-se àquilo que se sente vontade. As poucas coisas que merecem esse posto ainda podem ser interessantes. Provincianamente e ignoravelmente interessantes, mas ainda assim ocupam parte do seu dia. E assim se vai.
O passado sempre é um bom lugar ao qual recorrer. E, nos dias de chuva, domingo, em que não se ocupa a mente com quase nada, ele vem certamente. Pelo menos para quem o resto não oferece muita coisa.

Mente vazia: mente sã.

Renovar é um processo que, infelizmente, descarta todo o resto do mundo.